Quem se sentir incomodado, como a amiga aí, fique a vontade pra dar unfollow. E para de falar como eu tenho que cuidar do meu tumblr. Ok?
P.S. : E só pra te contar: você não tem ideia do tanto de coisa que eu resolvo por ask. E sujando o nome do Caio, meu bem, está quem fica postando babaquices por aí como se fossem dele. Quem não se informa. Quem não sabe nada da história dele e pensa que ele é uma versão tupiniquim do Nicholas Sparks.
P.P.S.: Eu vou responder quantas asks eu quiser, vou me comunicar com os meus followers o quanto eu quiser. Um beijo grande pra você.
Eu conheci razoavelmente bem Clarice Lispector. Ela era infelicíssima, Zézim. A primeira vez que conversamos eu chorei depois a noite inteira, porque ela inteirinha me doía, porque parecia se doer também, de tanta compreensão sangrada de tudo. Te falo nela porque Clarice, pra mim, é o que mais conheço de GRANDIOSO, literariamente falando. E morreu sozinha, sacaneada, desamada, incompreendida, com fama de “meio doida”. Porque se entregou completamente ao seu trabalho de criar. Mergulhou na sua própria trip e foi inventando caminhos,na maior solidão. Como Joyce. Como Kafka, louco e só lá em Praga. Como Van Gogh. Como Artraud. Ou Rimbaud. É esse tipo de criador que você quer ser? Então entregue-se e pague o preço do pato. Que, freqüentemente, é muito caro. Ou você quer fazer uma coisa bem-feitinha pra ser lançada com salgadinhos e uísque suspeito numa tarde amena na Cultura, com todo mundo conhecido fazendo a maior festa? Eu acho que não. Eu conheci/conheço muita gente assim. E não dou um tostão por eles todos. A você, eu amo. Raramente me engano.
(Caio Fernando Abreu - Carta a José Márcio Penido)
(Source: caiofernandoabreu)
Perdidos, perderam-se, perdeu-se - e foi pelos viadutos que se perdeu. Um livro nas mãos, debatendo-se para não ser afogado, indeciso entre voltar e seguir em frente, porque havia fogueiras pela noite, embora ainda não soubesse delas.
(Caio Fernando Abreu. Saudades de Audrey Hepburn, in: Os dragões não conhecem o paraíso.)
(Source: caiofernandoabreu)
Caio Fernando Abreu, carta a Guilherme de Almeida Prado
(Source: caiofernandoabreu)
Caio Fernando Abreu. Uma história de fadas, in: Pequenas Epifanias
(Source: caiofernandoabreu)
Tenho tentado aprender a ser humilde. A engolir os nãos que a vida te enfia goela abaixo. A lamber o chão dos palácios. A me sentir desprezado-como-um-cão, e tudo bem, acordar, escovar os dentes, tomar café e continuar.
(Caio Fernando Abreu. Carta a Jacqueline Cantore)
Ele não disse nada. Estava começando a ficar nervosa.
— Paris, por exemplo, fale-me de Paris.
— Paris não é uma festa — ele disse baixo e sem nenhuma entonação.
(Caio Fernando Abreu - Paris não é uma festa, In: Pedras de Calcutá)
Tô exausto de construir e demolir fantasias. Não quero me encantar com ninguém.
(Caio Fernando Abreu. Carta a José Márcio Penido)
(Source: caiofernandoabreu)
Sinto muita saudade — mas tem uma coisa dentro de mim me dizendo que o meu caminho é exatamente este, e que não posso nem devo tentar modificálo.
(Caio Fernando Abreu, carta a Zael e Nair Abreu)
Me sinto perdido no mundo. Ou dentro de mim, que seja.
(Caio Fernando Abreu. Carta a Vera Antoun)
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missyourlaugh asked: Estava estranhando a falta de atualizações, mas fiquei super feliz em saber o motivo. Parabéns, muito sucesso nessa nova etapa! Talvez serei seu bixo ano que vem haha obrigada :D ouns, tomara! eu adoto você! e te garanto que serei um doce de veterana, não ficarei pedindo brejas ._. |
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alemdaminhavontade asked: Quem não entender, pelo amor. Tenho certeza que eu, como seus outros follows estamos muito felizes pelo seu novo ciclo e aguardamos pelo bom motivo (: nossa, obrigada. de verdade. |
acho que devo uma satisfação a vocês. Lá vai: